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Reconhecendo a Graça

  • Foto do escritor: O Granjeiro
    O Granjeiro
  • 13 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura

Lavar roupa. Quem gosta de ter que passar tempo fazendo isso? Bem, eu não gosto, mas se você gosta meus parabéns! É um entre mil.

Dentre as minhas roupas, me lembro de que havia meias brancas as quais eu usava para jogar futebol em quadras de terra – eu sei, você deve pensar: “mas quem em sã consciência resolve usar meias brancas em uma quadra de terra?” Pois bem, eu! O resultado final é que depois de cada partida as meias “brancas” estavam prontas para espantar qualquer pessoa que não gostasse de lavar roupas.

Em certo domingo voltei do jogo de futebol e tinha usado esse tipo de meias. Para não ter que lavá-las, olhei para todos os lados, e já que não vi ninguém a minha volta, joguei o par no terreno do vizinho tentando me livrar do trabalho sujo. Quando joguei a primeira não tive problema, mas quando fui pegar o segundo par… Descobri que meu pai estava logo atrás de mim. O que aconteceu depois você pode imaginar. Ao ser castigado, eu me lembro de ter dito as seguintes palavras: estou arrependido que seja meu pai! Essas palavras feriram muito o meu pai, e eu fui ao meu quarto chorando pela raiva de ter sido castigado. E assim passou a noite, e eu não dormi.

No dia seguinte me lembro que meu pai me olhou e algumas lágrimas saíram dos seus olhos enquanto ele dizia “te perdoo” . Ele me abraçou fortemente, e aquele abraço fez eu me sentir o que era a graça. A pesar de ter sido mal, de ter me portado mal, e de ter pronunciado palavras ofensivas ao meu pai, ele não me abandonou, nem me deixou, mas me ofereceu seu perdão. Então compreendi o que é graça.

O apóstolo Paulo na carta aos Romanos no capítulo 5, verso 8, diz o seguinte: Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. O apóstolo nos descreve como pecadores, como seres rebeldes, seres que vão contra a vontade de Deus, e mesmo que muitas vezes a gente olhe pra Deus e grite: “estou arrependido de você ser meu Pai!”, Ele continua nos amando. Seu amor foi manifestado na cruz do calvário, lugar onde podemos encontrar graça, receber perdão em lugar do castigo que merecíamos.

Os braços abertos de Cristo na cruz são um convite constante para que possamos nos achegar a Ele e receber seu perdão, para receber sua graça. Estimado leitor, você já se rebelou contra seu Pai Celestial? Já gritou com Ele dizendo que não quer saber nada Dele, mas percebe que sim, necessita Dele? Te convido a olhar para a cruz, a fim de que possa olhar a graça de Deus, que tomou o nosso castigo, o nosso lugar, e tudo isso nos esperando, para que possa nos perdoar.

 
 
 

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