Por que a gente louva?
- O Granjeiro

- 17 de abr. de 2018
- 3 min de leitura

Oie! Me chamo Rayssa Andreoli. Faço parte do Discípulos, um grupo de músicos da gravadora Novo Tempo. Sou estudante de Relações Internacionais, violeira, youtuber e filha de Deus ❤
Este breve texto não é a mais incrível ideia do ano, não se trata de uma tese cheia de boas respostas, não é muito científico apesar de ser bem empírico por se dar através das minhas experiências e por fim não é uma posição imutável, pelo contrário, assim como você meu caro leitor, estou na jornada descobrindo e reconstruindo o sentido da vida.
Por que a gente louva?
Já parou pra pensar sobre isso? Entender a razão do que você faz ou tenta fazer todo dia? Bom, eu só comecei a ponderar mais profundamente esse assunto quando recebi o convite do Granjeiro (o idealizador desse blog incrível!). A resposta mais rápida que me veio à mente foi: Deus é tão bom comigo que eu O louvo por isso. Pode parecer gratidão à primeira vista, mas em um olhar mais crítico essa resolução ganha um sentido um tanto egoísta. Pode ser um “muito obrigado, meu Senhor” ou pode ser a gente pensando no quanto Deus é bom e em como esse fato pode me trazer benefícios. Não conheço a sua vida, mas venho te convidar a reavaliar seu coração sobre a intenção do seu louvor.
Pensando nisso me recordo de grandes nomes da história como José, filho de Israel, que começou seu percurso como filho preferido, passou até mesmo pela escravidão depois de ter sido vendido por seus irmãos, esteve preso mesmo sendo inocente e depois de interpretar o sonho de Faraó foi escolhido administrador de todo o Egito. Foram altos e baixos muito distintos um do outro. José não louvava por receber coisas, ele louvava Deus sem reservas nem condições (Gn 37).
O que dizer sobre Jó? Jó era um cara do bem, íntegro, temia a Deus e se desviava do mal (Jó 1:8). Até mesmo Satanás pensou que ele só era fiel por conta de todas as bênçãos materiais que recebia do Pai, contudo, o registro nos revela um paciente patriarca leal que não atribuiu a Deus nenhuma falta (Jó 1:21,22).
Todos estes exemplos são grandiosos para mim, me despertam uma força do Céu para enfrentar o que de ruim existe nesse mundo, mas gostaria de chamar sua atenção para a história do meu autor preferido da bíblia. O Espírito Santo e meu estudo sobre a trajetória de Paulo me inspiraram a compor a música “Não Desanimamos” que é uma releitura da vida transformada do apóstolo e da nossa vida cristã (2 Co 4:8-12).
“Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor [...]” descobriu da boca de Cristo que não perseguia somente discípulos mas o próprio Deus. A sua vida mudou completamente depois do encontro com Jesus! Paulo passara de perseguidor a perseguido, levando consigo uma atmosfera do céu e seguindo os passos do seu Mestre.
O apóstolo vivia sem culpa em perigo de morte, açoites, foi apedrejado, também ficou náufrago, além de se preocupar constantemente em como estavam as suas igrejas (2 Co 11:24-28). O que isso significa? Paulo louvava o Senhor não pelos bens terrestres, mas pelo Tesouro Eterno que ele tinha dentro de si. Considerava-se apenas um pobre vaso de barro (2 Co 4:7).
Os excepcionais exemplos que trouxe nesse texto são para nos lembrar que temos que ser gratos pelo que Deus nos dá, mas o motivo real do nosso louvor tem que ser o Tesouro Eterno, o peso da glória acima de toda comparação, a presença do próprio Deus no nosso caminho e em nós!
O que a gente precisa é de um encontro com Jesus. E todo dia mais um encontro. Assim nossa vida vai ser transformada de verdade.




Comentários