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Como Jesus tratava as mulheres

  • Foto do escritor: O Granjeiro
    O Granjeiro
  • 11 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura



Lembro quando me apaixonei por Jesus, estava dentro de um ônibus e era o meio da tarde. Em minhas mãos estava um livro que falava sobre a vida de Jesus, e foi ali que eu percebi que tinha me apaixonado por Aquele homem que agiu de forma tão diferente na sua própria época, por Aquele que não tinha acepções de pessoas e que tinha feito tantas grandes obras.


Cristo surpreendeu e é citado por diversos motivos: seus milagres, sua natureza, seus discursos, etc. Mas um dos aspectos que mais me chamou a atenção sobre O Filho de Deus foi a forma como Ele tratava as mulheres. Não é surpresa para ninguém que as culturas oriundas do Oriente Médio conseguem ser extremamente machistas em vários aspectos, mas no tempo de Jesus as mulheres tinham ainda menos direitos (escassos digamos assim), e dar a devida atenção a elas era algo quase que errado nos tempos de Jesus. Elas deveriam se manter reclusas em casa e deveriam viver e servir aos seus maridos em tempo integral. Longe de ser parte de uma só cultura, nos tempos Helenísticos, os gregos trouxeram bastante a característica sociocultural das mulheres possuírem poucos direitos, suas mulheres horam eram exaltadas, horam reduzidas a nada.


Então veio Jesus e longe de citar somente um acontecimento envolvendo Ele e as mulheres aqui vão alguns deles: a primeira a proclamar a chegada de Jesus no templo foi a profetiza Ana (Lc 2:36-38), Maria que lavou os pés de Jesus (Lc 7:37-38), e o embalsamou antes de sua crucificação, foram mulheres que estavam com Ele até o final (Mc 15:47), e foram as primeiras a chegar na tumba no terceiro dia quando ressuscitou (Jo 20:1) e as primeiras a proclamarem sua ressurreição (Mt 28:8).


Mas talvez os exemplos mais emblemáticos do tratamento de Jesus com as mulheres, tenha sido o da mulher samaritana e o da mulher canaanita. Porque? É necessário aqui compreendermos que naquela época para os judeus os samaritanos e cananeus eram considerados indignos da atenção de qualquer judeu que se auto proclamavam por herança povo de Deus. A mulher samaritana junto ao poço além de ser samaritana era indigna por estar sozinha em lugar público, o que só prostitutas podiam fazer. Mas Cristo sem acepção estava com ela e conversou com ela contando sobre as boas novas (Jo 4: 1-27).


Na situação da mulher canaanita, é possível que por um momento possamos pensar que Cristo estava sendo um tanto quanto indiferente a ela ou ao que ela estava passando e pedindo a Ele, mas na verdade Ele não estava. Cristo em sua sabedoria queria ensinar aos seus discípulos que aquela mulher era filha do Eterno tanto quanto eles mesmos (Mt 15: 22-28), mostrando que sua fé tinha sido grande e por isso ela estava recebendo o que havia pedido.

Longe de serem os únicos exemplos do caráter de Cristo ao tratar as mulheres, Jesus era assim: a essência do amor. Fico pensando que ao contemplarmos o comportamento de Jesus ao tratar essas mulheres com tanta bondade, como estamos agindo hoje. Longe de defender qualquer bandeira, ou de exigir que qualquer um seja dessa maneira, levanto aqui um pedido: sejamos iguais a Jesus. Sem acepções, sem preconceitos que façam uns parecerem melhores que outros, mas sim reconhecendo o valor mútuo de cada um, reconhecendo que Deus nos fez iguais aos seus olhos e nunca determinou ninguém melhor que ninguém e agindo assim a gente vai chegando perto do modelo que Jesus nos deixou.

Débora Dantas

 
 
 

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