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A eternidade no abraço das mães

  • Foto do escritor: O Granjeiro
    O Granjeiro
  • 13 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura




Mãe é sinônimo de vida. Desde o instante em que o seio materno como um travesseiro calou nossos berros e como um milagre nos alimentou, mesmo sendo aquele nosso primeiro dia de vida e ainda não soubéssemos de nada sobre nada, já alimentávamos nossa primeira certeza: sabíamos que quando chorássemos haveria esse alguém milagroso para traduzir nossas lágrimas e fazer o que não conseguiríamos fazer por nós mesmos. Quando ainda éramos muito jovens para saber o que é o amor, já sabíamos quem era nossa mãe, e isso nos bastava.


Crescemos e pouco a pouco o mundo fica maior enquanto o colo da mãe vai se tornando cada vez menor. Aquele empurrãozinho quando brincamos no balanço vai se tornando cada vez menos necessário; as rodinhas auxiliares da bicicleta perdem seu valor e nossas pernas se penduram para fora da cama infantil. O ninho fica pequeno e a janela nos convida a voar. Tudo muda e com o tempo queremos que tudo mude mesmo... menos nossa mãe. E se num absurdo divino D’us nos permitisse premiar a eternidade a uma só pessoa no mundo, tenho certeza de quem receberia a bênção: ela, nossa professora do amor. Em 1965 meu poeta favorito, Carlos Drummond de Andrade, teve coragem de tornar em poesia (numa mistura de homenagem e revolta) o absurdo da realidade de que a mãe, como toda flor, também murcha:


Para Sempre


Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra – mistério profundo – de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.


O pecado foi um veneno que nossa primeira mãe, Eva, escolheu tomar e, desde então, toda mãe e todo filho morre. Enquanto existir pecado neste mundo canalha, filhos enterrarão mães e mães enterrarão filhos. Mas tenho aprendido a me agarrar na promessa bíblica de que, ainda que no futuro ela descanse, no Dia em que D’us exterminar de uma vez por todas todo o mal eu a reencontrarei, ela me reencontrará, e nós dois juntos “encontraremos o Senhor (Jesus) nos ares, e estaremos para sempre com Ele” (1 Tessalonicenses 4.17). Lá, o que Drummond sonhou será mais que realidade; porque lá “mãe não morre nunca, mãe ficará junto de seu filho”. Saber desta promessa por um lado é uma alegria, mas por outro lado também é uma responsabilidade.


Quero estar pronto para encontrar minha mãe novamente, mas antes disto preciso me preparar para encontrar-me com Jesus. Quero fazer de minha vida um tributo ao exemplo de minha mãe, aprendendo com seus erros, imitando suas virtudes e principalmente honrando o Jesus que ela me ensinou a amar (ainda mais do que ela mesma!). Meu sonho é que minha mãe seja o cumprimento da profecia de Isaías 8.18, declarando como um brado de vitória a Jesus: “Eis-me aqui, com os filhos que me deu o Senhor”.


Stephan Max

 
 
 

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